Do Neolítico são pouco conhecidas as áreas habitacionais, embora se saiba que as comunidades ocuparam zonas ao ar livre e abrigos. Admite-se que esta circunstância se relacione com a ausência de aldeias sedentárias e com uma certa mobilidade das populações que, conhecendo a agricultura e a domesticação dos animais, seriam ainda muito dependentes da caça, da pesca e da recolecção. Esta situação vai-se modificando, paulatinamente, de forma assimétrica, ao longo dos IV e III milénios a.C..

A partir do V e durante boa parte do IV milénios a.C., constrói-se a primeira arquitectura monumental de âmbito funerário e ritual. Referimo-nos às antas ou dólmens e aos menires, estes últimos presumivelmente relacionados com cultos da fertilidade ou dos astros.
Geralmente os dólmens encontram-se agrupados em necrópoles, com dezenas de túmulos. Estes espaços, além de sepulcrais, poderão ter funcionado, também, como locais de culto, míticos e identitários destas populações, com um modo de vida semi-itinerante.
Os dólmens de corredor seriam monumentos para enterramentos colectivos, entre outros fins rituais, destinados aos antepassados. Exemplo de um destes monumentos é o dólmen de Lamas (Braga), datável do IV milénio a.C..