Desde os primeiros contactos com os romanos, a partir de meados do século II a.C. até à fundação da cidade de Bracara Augusta (cerca de 16-15 a.C.), as comunidades que habitavam a região entre os rios Douro e Minho viviam segundo um modelo de povoamento hierarquizado, social e politicamente estável, com uma economia de tipo agro-silvo-pastoril. A centralidade deste território e a confluência de uma vasta rede de caminhos naturais, propiciaram, um importante desenvolvimento das actividades económicas, na época romana.
Estas condições favoreceram a assimilação da organização política romana e, sobretudo, o incremento do comércio a longa distância.
Bracara Augusta foi uma importante cidade comercial que em muito beneficiou do intenso e bem organizado tráfego marítimo que unia os diferentes centros produtores do Império romano. Aqui circularam produtos de necessidade básica, mas também bens de grande qualidade e preço elevado, destinados a uma elite urbana.

Entre esses produtos merecem destaque, além de cerâmicas, vidros e certos objectos de luxo, os produtos de natureza alimentar, como o vinho, os preparados de peixe e o azeite.