Apesar dessas oficinas se situarem preferencialmente na periferia da cidade, dada a sua necessidade de espaço para armazenagem e laboração, também foram encontrados vestígios da sua localização no interior de Bracara Augusta.

A produção local de olaria desempenhou um papel relevante na cidade e no abastecimento desta região.
A região de Prado/ Ucha, situada a cerca de 14 km de Braga, constituiu um dos principais locais de exploração de argila.

O grosso da produção era constituído por cerâmica comum, destinada a suprir as necessidades básicas de armazenagem, transporte, preparação e confecção de alimentos. Distinguem-se, no entanto, outros fabricos locais com características específicas.

O engobe vermelho não vitrificável, com características particulares de retenção de calor e resistência ao fogo, e que imitava várias formas de cerâmica importada.
A cerâmica bracarense, de argila caulinítica, com uma pasta muito depurada, usada na produção de louça fina de mesa e de lucernas e que constituía uma alternativa, às cerâmicas importadas.
A cerâmica pintada, e as cerâmicas cinzentas designadas de cinzentas finas alto-imperiais e cinzentas tardias.

Além da olaria estão referenciadas na cidade oficinas ligadas com as artes do fogo, nomeadamente, a produção de vidro, a fundição de bronze, ouro e ferro, bem como, a indústria dos têxteis e o fabrico de pigmentos.