Bracara Augusta teve uma origem civil e administrativa, tendo sido sede de convento jurídico com competências de natureza judicial, na recolha de impostos, no recrutamento de tropas e na organização do culto imperial.
A cidade terá sido planificada por militares que terão sido responsáveis, também, pela criação de infra-estruturas de abastecimento de água e de saneamento, bem como pela construção da rede viária.
A cidade foi organizada segundo um plano ortogonal definido pelos dois principais eixos de circulação interna – o cardus (NO-SE) e o decumanus (SO-NE). As restantes ruas mantinham esta orientação, definindo os quarteirões (insulae), de forma quadrada, com 150 pés de lado (cerca de 45 m), entre os eixos das respectivas ruas.

Um elemento característico do urbanismo de Bracara Augusta eram os pórticos, anexos às ruas, que aqui funcionavam como passeios, ou como extensão das lojas (tabernae) que se implantavam nas fachadas das casas.
Entre finais do século I e inícios do século II a cidade deve ter atingido a sua máxima extensão, tendo, então, sido objecto de uma significativa requalificação urbana, bem evidente nas imediações do forum administrativo, onde foram construídas umas termas públicas e um teatro.
Os finais do século III / inícios do IV foram marcados por amplas remodelações em edifícios públicos e privados, as quais podem estar relacionadas com a promoção da cidade a capital da província da Galécia. No entanto, a maior intervenção urbanística desta época está relacionada com a construção de uma muralha com torreões, com paralelos noutras cidades das províncias ocidentais.