Esta habitação ocupava a totalidade de um quarteirão da cidade, com uma área de 1.156 m2, dispondo-se em duas plataformas que definiam dois espaços funcionais distintos, com entradas autónomas, a sul e a norte, respectivamente.
A entrada sul dava acesso a um átrio, com um tanque (impluvium), que recebia a água da chuva a partir de uma abertura no telhado (compluvium), Em torno do átrio organizavam-se vários espaços de recepção. Uma escada interior permitia descer ao peristilo, em volta do qual se dispunham os espaços mais privados da habitação, designadamente, as salas de recepção e de refeição, os quartos, a cozinha e a latrina.

Ao longo das fachadas sul e oeste da casa existiam lojas que eram acessíveis a partir dos pórticos que ladeavam as ruas e que serviam de eixos de circulação pedonal.
Na primeira metade do século II o quadrante noroeste da casa foi remodelado para instalação de um balneário, com uma área de 190 m2.
No revestimento dos pavimentos e paredes deverão ter sido usados mosaicos e pinturas murais, ainda que os mesmos não se tenham conservado dada a natureza ácida do solo.