TUNICA
A túnica era uma peça de vestuário de significativa importância para os romanos. Surgiu como veste interior para usar sob a toga ou a stola. Usava-se em casa, na rua e no campo, por todo o Império.
Apesar da influência que recebeu da cultura grega, a túnica romana era cosida e vestida, enfiando-se pela cabeça, e podia ter, ou não, mangas.
Rapidamente se tornou a peça de vestuário mais usada por homens e mulheres, simples ou com outras sobrepostas, às vezes envergando-se mais do que uma (túnica interior e exterior). Estima-se que o imperador Augusto vestia quatro túnicas, aparentemente para se proteger do frio.
Usar a túnica sem cinto (discincta) era considerado um sinal de desleixo ou de costumes menos dignos.
As túnicas usadas pelos senadores apresentavam uma banda púrpura larga (latas clauus), enquanto as túnicas usadas pelos equestres possuíam uma banda estreita (augustas clauus).
Os trabalhadores utilizavam uma túnica feita com tecido mais resistente para realizar duros trabalhos no campo. Os escravos contentavam-se com as tunicae que os senhores davam comedidamente. Catão propunha que recebessem uma túnica de dois em dois anos, altura em que deviam entregar as velhas para delas se fazer mantas ou cobertas feitas de retalhos.